O limite de tolerância do brasileiro

Alessandro Vieira: Existe esperança. Eu acredito e muitos ao meu lado também acreditam.

A paralisação dos caminhoneiros demonstra que o brasileiro se afasta cada vez mais do perfil inerte e acomodado, historicamente definido.

Por décadas, os sucessivos governos vêm tratando os cidadãos como gado. Caos econômico, corrupção, a maior carga tributária do mundo, desemprego, educação e segurança abandonados. Os desastres se acumulam e os políticos tradicionais continuam a se comportar como deuses em um Olimpo particular.

Continuam a acreditar que estão em um patamar distante e inatingível para os comuns, todos nós. Confiam que a força do dinheiro e do marketing irresponsável vai iludir os eleitores a cada 2 anos, com argumentos que passam pelo velho “rouba mas faz”, obras que nunca sairão do papel e populismo rasgado.


Além destas estratégias, a compra de votos e o estímulo à abstenção se somam para deixar tudo como está.
Este é o retrato triste de uma elite política que se perpetua no poder a décadas e que desrespeita profundamente a inteligência e a ética do cidadão comum.


Mas existe esperança. Eu acredito e muitos ao meu lado também acreditam.


O Brasil está mudando, o brasileiro também. O nível de agressão cotidiana que sofremos, os reiterados tapas na cara que essa elite corrupta nos dá, isto tudo está acordando as pessoas e gerando reações, como a paralisação dos caminhoneiros.


Por conta da roubalheira na Petrobrás, realizada para manter essa mesma elite no poder, os aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis superam mais de 10 vezes o percentual da inflação no período de 12 meses. É absurdo, violento e ataca o bolso dos consumidores de uma forma intolerável.


Precisamos dar um passo adiante e canalizar essa indignação crescente e incontrolável, essa dor típica de quem é vítima de uma agressão injusta, para uma reação forte e com efeitos reais nas nossas vidas. Vamos reagir nas urnas!
Temos um nível de informação nunca visto na nossa história, todos sabem perfeitamente como funciona o mecanismo cruel de manutenção de corruptos e incompetentes no poder e o quanto isso custa para nós.


Temos também gente nova disposta a enfrentar o sistema e lutar para mudar esse cenário. Em Sergipe, apenas nesta eleição para o Senado que se aproxima, é possível mandar para casa de uma só vez Jackson Barreto (MDB), André Moura (PSC/Temer), Pastor Heleno (PRB), Rogério Carvalho (PT) e tudo que representam em termos de atraso.

Basta o nosso voto, basta ver e ouvir a verdade que grita ao nosso redor: o limite de tolerância do brasileiro acabou.
Eu acredito. Não estou só. Cada vez mais gente vai acreditar.