“Aceitei o desafio de enfrentar o sistema e não estou só”, escreve o delegado Alessandro Vieira

 

Delegado Alessandro Vieira

Meu artigo foi publicado na íntegra pelo jornalista Claudio Nunes em sua coluna na Infonet, confira no link abaixo:

“Eu acredito nesta renovação e cada vez mais gente acredita comigo. Vamos juntos fazer a faxina que o Brasil e Sergipe tanto precisam.” Delegado Alessandro Vieira

No Brasil, e em Sergipe mais ainda, vivemos um imenso distanciamento entre nós, cidadãos comuns, e a elite política que nos governa há décadas. Não sabemos com clareza o que eles fazem com a montanha de dinheiro que arrancam dos nossos bolsos através da cobrança de impostos e também não sabemos as razões para tanta ineficiência e corrupção. Os nossos problemas ficam cada vez mais graves e as pessoas que concentram o poder capaz de resolver não fazem nada ou fazem muito pouco.

Ficamos vendo inertes as mesmas pessoas, por décadas a fio, fazendo exatamente as mesmas coisas e acumulando riqueza e poder. Assistimos a política que deve servir o cidadão ser transformada em negócio lucrativo a serviço de famílias tradicionais ou grupos econômicos, enraizados desde o período militar.

Até alguns meses atrás, eu também fazia parte da grande massa que sofre e fica indignada, mas não sabe como colaborar para uma mudança real e de grande impacto. Através do meu trabalho como policial e do meu exemplo, me esforçava para fazer ao máximo as coisas corretas, mas a velha política sempre se colocava como obstáculo intransponível para as novas idéias e a inovação.

Fiz da indignação coragem e rompi a barreira da inércia.

Como primeiro passo, fui buscar capacitação para efetivamente impulsionar a mudança. Encontrei o RenovaBR, programa que me acolheu após um rigoroso processo seletivo nacional. Tive acesso a grandes especialistas do Brasil e do exterior, falando sobre alguns dos temas mais importantes das nossas vidas, e encontrei mais de uma centena de pessoas muito especiais, vindas de todos os cantos do país com histórias de vida inspiradoras e muita coragem para enfrentar o sistema.

De logo ficou claro que, em uma democracia, a transformação desejada deve ocorrer sempre no campo da política e, portanto, é preciso participar do processo eleitoral e se mostrar como alternativa real ao sistema envelhecido que trava o Brasil e empurra Sergipe cada vez mais no fundo do poço.

Tomei coragem e fiz isto. Procurei um partido que me garantisse o requisito mais básico na minha concepção: a certeza de que nunca caminharia ao lado dos tantos corruptos e oportunistas que infestam a política tradicional. Encontrei a Rede, um partido jovem e comprometido com a construção de uma política muito diferente da tradicional, e na Rede parceria forte para essa missão urgente, a renovação da política sergipana.
Também encontrei o Movimento Acredito, outra iniciativa nacional que me abraçou como membro e reforçou ainda mais a energia e o leque de competências indispensáveis para fazer a diferença.

Com essa base, fiz o lançamento da pré-candidatura ao Senado, representando uma iniciativa de verdadeira renovação política, baseada na transparência, no combate irrestrito à corrupção e na devolução do poder e dos recursos aos seus verdadeiros donos, os cidadãos comuns.

O desafio é imenso. A reação natural dos velhos políticos é de menosprezo.

Como uma pessoa comum, sem dinheiro ou padrinhos, vai conseguir enfrentar adversários que vão contar com uma máquina fisiológica recheada de CC’s, que vão utilizar milhões de reais tirados dos cofres públicos através de leis absurdas com a que criou o bilionário fundo eleitoral e também, eventualmente, outros tantos milhões de reais oriundos da corrupção e do caixa 2?

Como enfrentar a diferença brutal no tempo de propaganda eleitoral destinado para candidatos tradicionais e candidatos da renovação?

A resposta é simples, embora não seja fácil.

A primeira coisa é entender que não é possível fazer nada sozinho, a luta precisa ser coletiva. Unir as pessoas que querem mudar de verdade é o primeiro passo, para juntos enfrentarmos esse sistema monstruoso fazendo tudo diferente.

Se eles arrancam do bolso do cidadão dinheiro para fundos partidário e eleitoral, nós não vamos usar este recurso. Não vamos usar nenhum centavo de dinheiro público na nossa caminhada.

Se o objetivo deles é permanecer agarrados eternamente ao poder, vamos assumir o compromisso público e formal da não reeleição. Se for escolhido pelo eleitor sergipano, vou cumprir apenas um mandato como Senador.

Se eles usam e abusam dos privilégios garantidos para senadores, como aposentadoria especial, plano de saúde infinito e perpétuo, um volume enorme de verbas de gabinete e dezenas de assessores, vamos firmar de imediato o compromisso de renúncia aos privilégios e de redução de no mínimo 50% no número de assessores e no custo geral do gabinete. Essas ações representam uma economia para os cofres públicos de mais de 10 milhões de reais ao longo do mandato.

Se eles utilizam o acesso ao orçamento da União, através das emendas, para negociação política e eventualmente para a corrupção, vamos garantir que seja o cidadão quem vai decidir quais são os projetos e localidades que serão contempladas. Decisão direta, através de um aplicativo na internet, onde o cidadão que é o dono verdadeiro do dinheiro vai escolher o seu destino e fiscaliza a aplicação.

Se hoje é impossível saber com clareza o que fazem os senadores, quantas horas e dias trabalham e quais são os seus objetivos reais, vamos apresentar no início do ano o plano de atividade do mandato, indicando com transparência o que se pretende fazer, com prestação de contas diária e agenda pública, sempre que possível transmitida ao vivo pela internet.

Se a política tradicional se estrutura com a contratação de cabos eleitorais e lideranças, além da sempre falada compra de votos, vamos concentrar nossa ação no trabalho de voluntários, pessoas comuns que também acreditam na mudança.

Fazendo tudo diferente desde o início, vamos garantir as condições para fazer a diferença de verdade na vida das pessoas.

Chega daquela política velha e cínica, capaz de qualquer acordo ou negócio para vencer uma eleição.

Eu acredito nesta renovação e cada vez mais gente acredita comigo. Vamos juntos fazer a faxina que o Brasil e Sergipe tanto precisam.

5 comentários em ““Aceitei o desafio de enfrentar o sistema e não estou só”, escreve o delegado Alessandro Vieira”

  1. Esse será um bom começo. Encerrando seu mandato em 2026 esperamos que povo tenha tomado conciência junto com seu bom exemplo que esperamos ter dado e partirmo para 2030 com um Brasil bem diferente da vergonha que vivemos, da degradação moral pela passamos em todos os segmentos da Sociedade.

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